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isa's Music > Music reviews by isa

03/07 - 09/07 review

Posted : 11 months, 2 weeks ago on 9 December 2008 11:20 (A review of 03/07 - 09/07)

Barber, nos instrumentos e Mary Pearson nos vocais – pode ser considerada herdeira legítima dos Talking Heads. Não exatamente nas batidas com inspiração africana imortalizadas pela banda de David Byrne, mas pela exaustiva pesquisa de elementos musicais do mundo inteiro que eles fizeram para agregarem ao som da banda. E tudo isso sem parecerem uns garotos amadores interessados em sons “exóticos” que eles compraram na seção de “world music” de uma loja (de verdade ou virtual) que ainda não percebeu que esse rótulo já está ultrapassado há uns 20 anos… Enfim, ninguém chama uma faixa de “Shared islands” (“Ilhas compartilhadas”) à toa. Sem nunca ser óbvio (fiquei encantando, em particular, com a sutileza de faixas como “Universe” e “Head spins”), o High Places definitivamente levou a música para outro patamar em 2008.

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Maysa (compacto duplo) review

Posted : 1 year ago on 20 November 2008 11:57 (A review of Maysa (compacto duplo))

Maysa teve intensa carreira internacional e durante uma de suas temporadas na Europa, em 1963, ela registrou este compacto duplo com auxílio dos compositores Michel Magne e Eddy Marnay. No disco, é acompanhada por F. Aussman e orquestra, em quatro faixas inéditas no Brasil e nunca relançadas em nenhum formato. Um verdadeiro tesouro.
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Três das faixas são cantadas em francês: as belas “Fin Du Jour” e “100.000 Chansons” ou “Cent Mille Chansons” [música que foi tema do filme “Le Repos du Guerrier”, no Brasil “O Repouso do Guerreiro” de Roger Vadim, 1962] e a bossa “Les Inconscients”, com lindo trabalho de violão - músico não creditado. A única em português é “Chega de Saudade”, clássico da Bossa Nova de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que Maysa nunca mais registraria, e aqui está em uma versão de arrepiar.

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Canto de Ossanha review

Posted : 1 year ago on 20 November 2008 11:46 (A review of Canto de Ossanha)

Este raro compacto-duplo lançado pelo selo Forma em 1966, trazia quatro canções que haviam sido lançadas originalmente no lendário disco “Os Afro-Sambas” [Forma FM 16, 1966]. “Canto de Ossanha” é o clássico mais conhecido, sucesso absoluto nas melhores vozes da nossa canção, aqui está em seu estupendo arranjo original. “Tristeza e Solidão” é a pura melodia de Baden, talvez sua mais bela. “Canto de Yemanjá” e “Lamento de Exú” arrepiam a alma com sua força metafísica, para colocar tudo em seu devido lugar. Um pouco de lucidez, e dos originais dos “Afro-Sambas”, um dos discos mais importantes já gravados em nosso belo país.

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Under the Influence of Giants review

Posted : 1 year, 3 months ago on 10 August 2008 08:14 (A review of Under the Influence of Giants)

Uma mistura de rock moderno+dance e uma pitada de anos oitenta. Vocais bem enfatizados em todo disco mostram o primeiro gigante que eles sofrem influência, o trio Bee Gees. Outro nem um pouco gigante que se assemelha muito aos caras é o dinamarquês Mew, com o mesmo estilo de vocais agudos.
O disco tem alguns momentos lentos, nos quais deixam um pouco de lado a energia da disco music e mostram melodias de uma simplicidade boba (como toda balada) mas que valem a pena conferir.

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Irgendwo Auf Der Welt review

Posted : 1 year, 3 months ago on 28 July 2008 10:06 (A review of Irgendwo Auf Der Welt)

O disco é uma bela mistura de standards americanos cantados em inglês e canções de cabaré, cantadas num alemão gutural que lembra muito de perto Marlene Dietrich e Zarah Leander.

Você tem a impressão de estar ouvindo uma dona de bordel-café em algum arrabalde de Berlim cantando com uma voz rouca, meio suja, de quem bebe conhaque vagabundo e fuma cigarros baratos.

“Irgendwo Auf Der Welt” é o nome do seu mais recente trabalho,gravado em 2006 e o título quer dizer qualquer coisa como “Em qualquer parte do Mundo”.

Neste cd ela canta coisas eternas como “Over the Rainbow”,
“Serenade in Blue”, o clássico dos irmãos Gershwin
“Summertime”, tudo isto com uma big band das melhores épocas do jazz, sem falar nas típicas canções de cabaré teatralizado acompanhada por um piano estupendo.

Foi de certa maneira uma enorme surpresa, pois querendo ou não,a maioria de nós guardou e cristalizou a imagem dela como a de uma roqueira louca como se fosse uma Viking com sobrancelhas de diabo...

Portanto para quem gosta, fica aí a dica e como só tem a edição importada, pode-se tentar a “pirataria chic”, aquela legal – no sentido jurídico - e procurar um bom site que disponibilize o material.

Vale a pena tentar.

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Pânico em S.P. review

Posted : 1 year, 4 months ago on 19 July 2008 01:06 (A review of Pânico em S.P.)

Inocentes nasceu em agosto de 1981, formado por três ex-membros do Condutores de Cadáver, banda punk que durou de 1979 a 81, Antônio Carlos Calegari, (guitarra), Marcelino Gonzales (bateria) e Clemente (baixo), este, o mais experiente, pois já havia tocado no Restos de Nada, uma das primeiras bandas punk paulistanas, que ajudou a fundar em 1978, junto com Douglas Viscaino. Os três chamaram o novato Maurício para assumir os vocais.
Não demorou muito para o Inocentes se destacar na cena paulistana, e ser convidado, junto ao Cólera e ao Olho Seco, a participar da coletânea “Grito Suburbano”, o primeiro registro sonoro das bandas punks brasileiras, lançada pelo selo Punk Rock Discos em 1982.

Com a explosão do movimento punk paulistano para todo o Brasil, o Inocentes conseguiu projeção nacional e se tornou um de seus porta-vozes. Um manifesto escrito por Clemente para a revista “Galery Around”, da onde saiu a frase “Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”, causou o impacto de um soco no estômago. Eles viraram personagens do documentário em vídeo “Garotos do Subúrbio”, dirigido por Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), e exibido no MASP em 1982, e do curta “Pânico em SP”, dirigido por Mário Dalcêndio Jr. No fim do mesmo ano, já com um novo vocalista, Ariel Uliana Jr., participam do antológico festival “O Começo do Fim do Mundo”, no SESC Pompéia, em São Paulo, que foi registrado ao vivo e lançado em disco no ano seguinte em forma de coletânea.
Em 1983, fazem parte da invasão ao Rio de Janeiro por punks paulistanos, tocando no Circo Voador com sete bandas paulistas e mais Paralamas do Sucesso, de Brasília, e Coquetel Molotov, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entram em estúdio para gravar seu primeiro LP, “Miséria e Fome”, que tem dez de suas treze músicas censuradas e acaba virando o compacto “Miséria e Fome”, com apenas três faixas liberadas. Participam do média-metragem “Punks”, dirigido por Sarah Yakni e Alberto Gieco, e, no fim do ano, já em trio, com Clemente nos vocais, a banda acaba em pleno palco do Napalm, casa noturna precursora do Madame Satã. Eles estavam de saco cheio dos rumos que o movimento punk havia tomado, as brigas entre gangs aumentavam a cada dia, não havia mais shows, zines e gigs. Então, resolveram encerrar suas atividades.

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Fruto Proibido (1975) review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 10:32 (A review of Fruto Proibido (1975))

Quando Rita Lee lançou Fruto Proibido, seu quarto disco solo, após a tumultuada saída dos Mutantes, ela tinha um objetivo bem claro: Ser simplesmente a maior rock star do Brasil. Seus álbuns anteriores, Build e Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida, ainda continha a participação de seus antigos parceiros, principalmente de Arnaldo Baptista. Já em Atrás do Porto tem uma Cidade, álbum lançado em 1974, Rita Lee se liberta definitivamente das amarras que a ligava à sua antiga banda, já que eles estavam partindo para um som mais progressivo, coisa que ela não concordou desde o início. Resolveu se juntar a competente banda Tutti Frutti, formada pelo guitarrista Luís Sérgio Carlini, o baixista Lee Marcucci e o baterista Franklin Paolillo. Este disco, Atrás do Porto... , rendeu um grande hit, "Mamãe Natureza", o que lhe deu forças para lançar seu grande disco, o mais roquenrou de sua carreira, até os dias de hoje.

Creditado a Rita Lee & Tutti Frutti, Fruto Proibido é todo excepcional. São nove faixas que não deixam dúvidas, se a sua pretensão era ser a maior roqueira do Brasil, ela conseguiu. E olha, que ser roqueira naquele tempo era barra pesadíssima. Era o tempo em que ‘roqueiro brasileiro tinha cara de bandido’. Imagina uma mulher, no meio de um monte de barbados, abrindo as portas para rock brasil dos anos 80.

"Um belo dia resolvi mudar", canta Rita Lee em "Agora Só Falta Você", umas das melhores faixas de Fruto Proibido, um álbum emocional, que fala de amor, libertação, problemas familiares... e, principalmente... de prazer! Rita Lee, ao contrário de seus antigos parceiros dos Mutantes, não havia perdido o bom humor. Isso se nota nitidamente em "Esse Tal de Roque Enrow", faixa composta por ela e Paulo Coelho (futuro best-seller e conhecido por ser parceiro de Raul Seixas) , onde eles brincam com os valores familiares da época.

Além da qualidade dos arranjos, e da energia da banda, chama a atenção a qualidade das letras. Na balada "Ovelha Negra", clássico definitivo de Rita Lee, ela expõe os próprios conflitos familiares: "Foi quando meu pai me disse: ‘filha, você é a ovelha negra da família, agora é hora de assumir. E sumir!’". O solo de guitarra de Carlini, no final da música, virou um ponto de referência para os futuros roqueiros do rock brasil.

Todas as músicas são excelentes, mas posso citar como destaque: "Luz Del Fuego", regravada por ela, ao lado de Cássia Eller, em seu Acústico MTV; e, "Dançar pra não Dançar", uma linda mensagem de amor, regada a belos solos de guitarra de Carlini.

Fruto Proibido, pode não ter sido o álbum de maior sucesso de Rita Lee, mas foi, com certeza, o álbum mais roqueiro... da maior roqueira que o Brasil já conheceu.


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V review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:25 (A review of V)

Em seu quinto disco, lançado em 91 em meio ao tumulto da era Collor, a Legião conseguiu uma de suas maiores obras-primas que, apesar de não ter conseguido um sucesso radiofônico tão grande quanto o anterior As Quatro Estações, conseguiu consagrar a banda como uma das maiores da história.
Isso porque o disco representa o que houve de mais denso e consistente na carreira da Legião, tanto nos arranjos bem elaborados quanto nas letras incontestavelmente perfeitas de Renato Russo, que se revela nesse álbum ainda mais sensível e oportuno em suas crônicas da alma e do cotidiano humano.

Vento no Litoral, a mais linda letra já escrita, é uma triste meditação à beira do mar.

O Mundo Anda Tão Complicado vem em seguida para acabar com a tristeza e convidar à esperança, esperar os móveis da mudança e começar uma vida nova. Todas as sutilezas do tema estão lá, desde as pequenas conversas às incertezas do novo casal. Lindo!


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Build Up review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:18 (A review of Build Up)

"O lugar de sempre
A velha poesia
Em setenta e oito rotações
O tempo nublado
A minha voz chamando
Pelo seu sorriso
Que foi com o sol"



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Samba Esquema Novo review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:06 (A review of Samba Esquema Novo)

Para a maioria dos pesquisadores da música popular brasileira o período mais importante de nossa história concentra-se entre os anos de 1930 a 1945. É o que chamam de época de ouro. Sem dúvida que esse foi um dos momentos mais ricos que tivemos, pois naquele espaço de 15 anos vimos florescer nomes como Noel Rosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Carmen Miranda, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Ataulfo Alves, Custódio Mesquita e muitos outros grandes artistas que marcaram o cancioneiro popular do Brasil. Contudo, um fato importante deve ser citado com o mesmo destaque, qual seja a grande coincidência que viria também 15 anos depois em 1960, quando o Brasil já demonstrava a maturidade de uma nova geração de músicos que despontaram nos meados dos anos cinqüenta e que se juntariam a outros que fariam da década de sessenta mais uma fase de ouro, fazendo-nos concluir que não tivemos um hiato muito grande de carência musical, apenas uma fase de adaptação durante os dez primeiros anos do pós-guerra e depois uma avalanche de novos talentos, que renovariam a música popular brasileira, e a fariam universal, desta vez de forma definitiva.

Após o advento da Bossa Nova o mercado e as condições históricas visualizavam um campo extremamente fértil para o surgimento de novos artistas e novas tendências musicais. Nesse contexto é que surge a figura de Jorge Ben, cantor e compositor carioca que iria trazer para o público brasileiro um novo som, um samba estilizado, diferente das concepções bossanovistas, com uma negritude e um balanço jamais vistos em nossa música popular, onde sua batida de violão, aliada a uma linha melódica totalmente renovada e moderna mais a ingenuidade de suas letras revelaram uma nova maneira de interpretar o samba, que ele chamou de esquema novo, título de seu primeiro LP lançado em 1963.

O destaque maior do disco estava nas canções "Mas que nada", e "Por causa de você, menina" anteriormente gravadas em um disco 78 rotações com Jorge Ben acompanhado do conjunto Copa 5 formado por, Meireles no sax, Pedro Paulo no trompete, Toninho no piano, Do Um Romão na Bateria e Manuel Gusmão no baixo, gravações estas que foram reaproveitadas no LP.

O sucesso foi imediato apesar de alguns críticos acharem as letras infantis, as harmonias pobres e o violão tocado errado e o que é mais curioso, eles pensavam que Jorge Ben seria um fenômeno passageiro, contrariando, pois os "entendidos" no assunto, o disco alcançou em apenas dois meses a cifra recorde para a época de 100 mil cópias vendidas transformando Jorge Ben da noite para o dia no maior fenômeno da música popular brasileira e não em mais um modismo efêmero, fato este que veio a se confirmar com seus discos posteriores, todos eles com músicas de excelente qualidade e grande apelo popular.

É importante citar algumas partes do comentário de Armando Pittigliani na contra-capa do disco: "O samba de Jorge Ben, da batida de seu violão à linha melódica e letra de suas composições revela um novo caminho nos horizontes de nossa música popular. É o esquema novo do samba. Reparem que a harmonia negróide transborda em todos os momentos de sua música (...) Seu inato talento musical proporcionou-lhe descobrir uma nova puxada para o nosso samba, fazendo do violão um instrumento, sobretudo, de ritmo. Na sua batida tanto se destaca o baixo como o desenho rítmico de sua pontuação na maneira toda sua de tocar. Um exemplo disso é o fato de várias faixas deste disco não contarem com o contra-baixo na orquestração. Somente o violão de Jorge já da a necessária marcação dispensando, portanto, aquele instrumento de ritmo. O balanço do acompanhamento repousa quase sempre no seu violão".

Outra música incluída no disco e que se tornaria em grande sucesso foi "Chove chuva", um dos clássicos de seu repertório. Em "Por causa de voce, menina", ele inova na letra fazendo menção a Obá (deusa nagô do amor) e aos santos Sacundin e Sacundém e ainda aos guerreiros Dombim e Dombém, além de pronunciar a palavra você como "voxê", dando um toque especial e único à interpretação. Misture, portanto, essas expressões em nagô, inclua umas inflexões rítmicas influenciadas pelo som "mbira" rodesiano mais o balanço rítmico de seu violão que temos então a receita perfeita de realmente um novo som, popular, brasileiro e universal.

Mas a negritude estilizada do som de Jorge Ben e a influencia dos elementos afro em suas canções vem por ele mesmo traduzida ao afirmar em "Mas que nada", que "este samba que é misto de maracatu, é samba de preto velho, samba de preto tu". O LP Samba Esquema Novo contava também com as músicas, "Tim dom dom", de João Mello, única música não assinada por Jorge Ben, "Balança pema", "Rosa, menina, rosa", "Quero esquecer voce", "Ualá ualalá", "Vem morena", "É só sambar", "A tamba" e "Menina bonita não chora".

Quando hoje em dia fala-se em renovação na música popular brasileira, mistura de ritmos e novas experiências sonoras, que invariavelmente caem na mediocridade ou na mera preocupação de consumo, verificamos ao ouvir este disco de Jorge Ben, o quanto ainda precisamos aprender a sermos talentosos e revolucionários sem a necessidade de simplesmente ganhar dinheiro a qualquer custo, pois o talento é um dom natural que nem todos possuem e que não se vende barato. Viva seu Jorge Ben ou Benjor, voce que já esta com todos os méritos na galeria dos grandes de nossa canção popular, continue com seu balanço, pois ele já é eterno. Sacundim, sacundem!

Luiz Américo Lisboa Junior


Ficha Técnica:

Jorge Ben - Samba Esquema Novo
Produção: Armando Pittigliani
Técnico de som: Célio Martins
Engenheiro de som: Sylvio Rabello
Capa: Paulo Breves
Foto: Mafra

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