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Reviews by isa

All reviews - Movies (49) - TV Shows (2) - Books (11) - Music (17)

Absolute Power review

Posted : 1 year, 4 months ago on 19 July 2008 09:24 (A review of Absolute Power)

Ele esteve onde não deveria ter estado e viu o que não deveria ter visto. Agora, quem irá acreditar em Luther Whitney, quando ele diz que viu uma mulher ser morta e que o homem responsável pelo assassinato é simplesmente o Presidente dos Estados Unidos?
Clint Eastwood interpreta Whitney e dirige este refinado thriller baseado no best-seller de David Baldacci. Um elenco estelar, que inclui Gene Hackman (Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante por "Os Imperdoáveis") e Ed Harris ("O Show de Truman - O Show da Vida"), cria personagens bem definidos que intensificam o contínuo jogo de gato e rato que ocorre entre Whitney, a polícia local e os mais altos escalões do poder da Casa Branca. Eastwood é um mestre que mantêm-se fiel e aposta cada vez mais nos thrillers de suspense. Aqui, sua maestria é absoluta.


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This Is England review

Posted : 1 year, 4 months ago on 19 July 2008 09:10 (A review of This Is England)

É um filme que conquista pelos detalhes; pela naturalidade das situações, pela sensação de que lá estão pessoas reais, e não bonequinhos falantes.

Shaun tem 12 anos na Inglaterra em plena Guerra das Malvinas. Por puro acaso encontra um grupo de skinheads bem legais, nem próximos da idéia que você tem de skinheads. Eles são meio dândis, usam belas botas e suspensórios, e às vezes fantasiam-se como um grupo de teatro mambembe. Quebram algumas coisas por farra, nada de violência real.

Você já foi conquistado pela leveza da história quando chega Combo, um ex-membro do grupo que estava preso e quer transformar esses moleques em skinheads de verdade, com tudo que isso implica: discurso e violência racista, cooptação pela Frente Nacional, e “amor” a uma Inglaterra que só existe na cabeça deles.

O pequeno Shaun e alguns de seus amigos embarcam nisso pela camaradagem, não pela ideologia. Mais tarde, serão os valores da camaradagem que os farão enxergar o beco sem saída em que se meteram.

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Pânico em S.P. review

Posted : 1 year, 4 months ago on 19 July 2008 01:06 (A review of Pânico em S.P.)

Inocentes nasceu em agosto de 1981, formado por três ex-membros do Condutores de Cadáver, banda punk que durou de 1979 a 81, Antônio Carlos Calegari, (guitarra), Marcelino Gonzales (bateria) e Clemente (baixo), este, o mais experiente, pois já havia tocado no Restos de Nada, uma das primeiras bandas punk paulistanas, que ajudou a fundar em 1978, junto com Douglas Viscaino. Os três chamaram o novato Maurício para assumir os vocais.
Não demorou muito para o Inocentes se destacar na cena paulistana, e ser convidado, junto ao Cólera e ao Olho Seco, a participar da coletânea “Grito Suburbano”, o primeiro registro sonoro das bandas punks brasileiras, lançada pelo selo Punk Rock Discos em 1982.

Com a explosão do movimento punk paulistano para todo o Brasil, o Inocentes conseguiu projeção nacional e se tornou um de seus porta-vozes. Um manifesto escrito por Clemente para a revista “Galery Around”, da onde saiu a frase “Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”, causou o impacto de um soco no estômago. Eles viraram personagens do documentário em vídeo “Garotos do Subúrbio”, dirigido por Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), e exibido no MASP em 1982, e do curta “Pânico em SP”, dirigido por Mário Dalcêndio Jr. No fim do mesmo ano, já com um novo vocalista, Ariel Uliana Jr., participam do antológico festival “O Começo do Fim do Mundo”, no SESC Pompéia, em São Paulo, que foi registrado ao vivo e lançado em disco no ano seguinte em forma de coletânea.
Em 1983, fazem parte da invasão ao Rio de Janeiro por punks paulistanos, tocando no Circo Voador com sete bandas paulistas e mais Paralamas do Sucesso, de Brasília, e Coquetel Molotov, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entram em estúdio para gravar seu primeiro LP, “Miséria e Fome”, que tem dez de suas treze músicas censuradas e acaba virando o compacto “Miséria e Fome”, com apenas três faixas liberadas. Participam do média-metragem “Punks”, dirigido por Sarah Yakni e Alberto Gieco, e, no fim do ano, já em trio, com Clemente nos vocais, a banda acaba em pleno palco do Napalm, casa noturna precursora do Madame Satã. Eles estavam de saco cheio dos rumos que o movimento punk havia tomado, as brigas entre gangs aumentavam a cada dia, não havia mais shows, zines e gigs. Então, resolveram encerrar suas atividades.

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Fruto Proibido (1975) review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 10:32 (A review of Fruto Proibido (1975))

Quando Rita Lee lançou Fruto Proibido, seu quarto disco solo, após a tumultuada saída dos Mutantes, ela tinha um objetivo bem claro: Ser simplesmente a maior rock star do Brasil. Seus álbuns anteriores, Build e Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida, ainda continha a participação de seus antigos parceiros, principalmente de Arnaldo Baptista. Já em Atrás do Porto tem uma Cidade, álbum lançado em 1974, Rita Lee se liberta definitivamente das amarras que a ligava à sua antiga banda, já que eles estavam partindo para um som mais progressivo, coisa que ela não concordou desde o início. Resolveu se juntar a competente banda Tutti Frutti, formada pelo guitarrista Luís Sérgio Carlini, o baixista Lee Marcucci e o baterista Franklin Paolillo. Este disco, Atrás do Porto... , rendeu um grande hit, "Mamãe Natureza", o que lhe deu forças para lançar seu grande disco, o mais roquenrou de sua carreira, até os dias de hoje.

Creditado a Rita Lee & Tutti Frutti, Fruto Proibido é todo excepcional. São nove faixas que não deixam dúvidas, se a sua pretensão era ser a maior roqueira do Brasil, ela conseguiu. E olha, que ser roqueira naquele tempo era barra pesadíssima. Era o tempo em que ‘roqueiro brasileiro tinha cara de bandido’. Imagina uma mulher, no meio de um monte de barbados, abrindo as portas para rock brasil dos anos 80.

"Um belo dia resolvi mudar", canta Rita Lee em "Agora Só Falta Você", umas das melhores faixas de Fruto Proibido, um álbum emocional, que fala de amor, libertação, problemas familiares... e, principalmente... de prazer! Rita Lee, ao contrário de seus antigos parceiros dos Mutantes, não havia perdido o bom humor. Isso se nota nitidamente em "Esse Tal de Roque Enrow", faixa composta por ela e Paulo Coelho (futuro best-seller e conhecido por ser parceiro de Raul Seixas) , onde eles brincam com os valores familiares da época.

Além da qualidade dos arranjos, e da energia da banda, chama a atenção a qualidade das letras. Na balada "Ovelha Negra", clássico definitivo de Rita Lee, ela expõe os próprios conflitos familiares: "Foi quando meu pai me disse: ‘filha, você é a ovelha negra da família, agora é hora de assumir. E sumir!’". O solo de guitarra de Carlini, no final da música, virou um ponto de referência para os futuros roqueiros do rock brasil.

Todas as músicas são excelentes, mas posso citar como destaque: "Luz Del Fuego", regravada por ela, ao lado de Cássia Eller, em seu Acústico MTV; e, "Dançar pra não Dançar", uma linda mensagem de amor, regada a belos solos de guitarra de Carlini.

Fruto Proibido, pode não ter sido o álbum de maior sucesso de Rita Lee, mas foi, com certeza, o álbum mais roqueiro... da maior roqueira que o Brasil já conheceu.


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The Storytellers review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 08:08 (A review of The Storytellers)

Narradores de Javé é um filme sobre muita coisa. Literalmente. É um filme sobre ser sobre muita coisa. Sobre o muito e sobre a multiplicidade de seres. É quase uma taxonomia de verdades, das possibilidades de real de uma mesma história. Há algo de irremediavelmente grego em Eliane Caffé. Kenoma já trazia no ventre essa associação entre palavra lúdica e palavra lembrada que agora explode neste filme. Mas Narradores é além disso um filme importante para o cinema brasileiro, por jogar de maneira (raramente) inteligente com alguns clichês de nosso cinema contemporâneo, sobretudo com um dos maiores deles, o filmar o Nordeste.

Mas como todo grande filme, suas várias importâncias se tornam menores diante da importância principal dele, como filme e ponto (o que alimenta todas as outras e que serve como a grande síntese delas todas). Vamos, então, a Narradores de Javé: um filme o muito, dizíamos. A começar é um filme irremediavelmente marcado pela memória. Tudo do filme deve a ela. As verdades produzidas pelos moradores do vilarejo são compostas de memória. De uma memória mítica, é verdade, onde encontra-se com seu segundo assunto, a fala. A memória é feita na fala, é produzida pela narração. E ambas são ficções aparentes. Afinal, são versões várias que passam diante do ouvinte. Mas são todas, no final das contas, um sistema de influências. E eis o terceiro assunto, aquele no qual o filme faz mais fortemente cinema: as memórias do passado são, no fundo, profecias. É no futuro que elas se realizarão. Nesse sentido, todo arcabouço de narração do filme se presta a fazer do tempo massa de modelar, como mesmo a fala é barro nas mãos do povo tagarela e do tagarela-mor, o carteiro, escrevinhador e ouvinte.

Javé é ao mesmo tempo um deslugar, no sentido em que se faz fora do tempo e do espaço tanto quanto uma Tróia ou uma Atenas míticas, mas é também o lugar de onde se constrói uma noção muito rela de verdade. Afinal, é na história que a cidade será inundada e é de sobrevivência real de um povo que se trata. Daí outra ligação com um clichê com que o filme joga ironicamente: o da cidade pequena cheia de tipos. E eis outro assunto do filme: a dramaturgia. O desejo de um discurso sobre o próprio discurso e sobre a dramaturgia desse discurso no cinema é forte no filme. As falas são faladas com um tom quase documental, ainda que recorra à ladainha para isso. Em vez de celebrar a verdade com uma dramaturgia realista, o filme se faz verdade por discursar um discurso de mentira com formato quase documental. Nesse sentido, não só a cumplicidade antológica de José Dumont – mais do que apenas um ator, obviamente um artesanato do próprio filme – , mas a de todo o elenco, que se escraviza na própria palavra mais do que em qualquer outra expressão.

Mas o que talvez mais chame a atenção em Narradores de Javé é seu desejo de eternidade. Ao se esgueirar por ali por fora do histórico, pelo campo do mítico, quase do fabular, do fabuloso, o filme joga com passado e futuro não só na narrativa (como já dissemos), mas também em suas próprias ferramentas expressivas. Poucos filmes atuais (não apenas brasileiros) fazem esse trânsito tão bem. Nisso, compõem-se bem o Nordeste de Graciliano que pulsa como fantasma nos tipos e no chão árido do filme com o experimentalismo sonoro de um DJ Patife; a fotografia discreta, quase anti-retomadística, clássica mesmo, com a edição cheia de idas e vindas; a estrutura que se dobra sobre si mesma, fazendo com que aquilo que era lenda se torne a própria história com o sistema de falas quase improvisadas e que são ditas como metralhadora giratória.

Um salto é necessário: logo no começo, fica-se sabendo que a história de Narradores de Javé é, toda ela, uma narração. Narração daquelas que se ouviu de um parente ou vizinho, e que será agora repetida, como uma história que se perde em pedaços, como uma brincadeira de telefone sem fio. E nessa história que teremos que depositar nosso crédito. E essa história mesma será composta a começar pela saga de um mentiroso, de um carteiro banido por ter inventado mentiras e que perambula pela cidade colhendo histórias exageradas dos moradores. Essas anotações, veremos, serão elas mesmas mentiras, falseamentos, dramatizações.

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Anjos do Sol review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 08:03 (A review of Anjos do Sol)

No Brasil, centenas de famílias, desesperadas pela fome e pela miséria encontram o caminho mais fácil para se sustentar, vendendo suas filhas para a prostituição. Maria (Fernanda Carvalho) é uma dessas meninas, com 12 anos, no interior do nordeste, é vendida para Tadeu (Chico Díaz), intermediador de uma pequena rede de prostituição infantil, que entrega a pequena menina para Madame Nazaré (Vera Holtz). Aí começa a peregrinação no mundo da prostituição infantil da garota, na mesma noite Nazaré leiloa Maria e mais uma amiga pra um rico fazendeiro (Otávio Augusto) que pretende dar as duas meninas para a noite de debutante (existe isso para homens?) de seu filho. Depois de satisfeito o filho no aniversário, o fazendeiro dá as garotas para Saraiva (Antônio Calloni), dono de uma boate (vulgo: puteiro) no pequeníssimo vilarejo de Socorro, um lugar que vive do garimpo e só tem garimpeiros. Mais uma vez eu me perdi falando do enredo do filme sem comentar nada, mas é isso, é uma história muito triste e depois de tudo isso que eu falei muita água ainda vai ter pra rolar. O filme é muito bonito, muito bem montado e principalmente com uma fotografia linda. É impressionante como o nordeste seco pode ser lindo e triste ao mesmo tempo. Tá, é isso, um filme obrigatório pra quem gosta de aprender um pouco sobre o que acontece no nosso país longe das "cercas embandeiradas que separam quintais ". O destaque não pode deixar de ser paras as atuações fantásticas de muitos atores no filme, até as pequenas aparições. Chico Díaz está simplesmente fantástico e Otávio Augusto muito bom, porém um aplauso para o trio Calloni, Mary Sheila (que faz uma prostituta grávida na boate do Saraiva, e era a Cidinha da novela Desejo Proibido) e Fernanda Carvalho.

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9 Songs review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:51 (A review of 9 Songs)

Muito sexo e rock-and-roll. É isso que permeia a vida de Matt (Kieran O'Brien) e Lisa (Margot Stilley). Fãs de rock-and-roll, se conhecem em um show e, desde então, sempre que se encontram em concertos, emendam o programa em um quarto em noites regadas a sexo. Muito sexo. Os shows - das bandas Black Rebel Motorcycle Club, The Von Bondies, Elbow, The Dandy Warhols, Primal Scream, Super Furry Animals e Franz Ferdinand - servem como pontuação entre as quentes cenas de sexo vividas entre os protagonistas.

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Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:42 (A review of Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll)

Em uma festa na virada para 1972, na casa de Cosmo, estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito, que vivem intensamente o barato do flower power ao explodir dos fogos de ano novo. Trinta anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista. Família, filhos, trabalho, contas a pagar e solidão são conceitos que não combinam com o universo inconseqüente desses "bichos-grilos'' perdidos no tempo. O jeito é dar ouvidos à voz sábia de Raulzito e ressuscitar a velha banda de rock'n'roll.
O traço divertido do desenhista e diretor Otto Guerra, do longa Rock & Hudson, injeta vida aos personagens de Angeli. O roteiro hilário é de Rodrigo John. Na dublagem, nomes conhecidos: Zé Vitor Castiel é Wood e Rita Lee é Rê Bordosa e Lady Jane. A trilha sonora destaca Lugar do Caralho e outras músicas de Júpiter Maçã. Um filme autêntico, que entrega em boas doses o que promete no título.

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V review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:25 (A review of V)

Em seu quinto disco, lançado em 91 em meio ao tumulto da era Collor, a Legião conseguiu uma de suas maiores obras-primas que, apesar de não ter conseguido um sucesso radiofônico tão grande quanto o anterior As Quatro Estações, conseguiu consagrar a banda como uma das maiores da história.
Isso porque o disco representa o que houve de mais denso e consistente na carreira da Legião, tanto nos arranjos bem elaborados quanto nas letras incontestavelmente perfeitas de Renato Russo, que se revela nesse álbum ainda mais sensível e oportuno em suas crônicas da alma e do cotidiano humano.

Vento no Litoral, a mais linda letra já escrita, é uma triste meditação à beira do mar.

O Mundo Anda Tão Complicado vem em seguida para acabar com a tristeza e convidar à esperança, esperar os móveis da mudança e começar uma vida nova. Todas as sutilezas do tema estão lá, desde as pequenas conversas às incertezas do novo casal. Lindo!


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Build Up review

Posted : 1 year, 4 months ago on 18 July 2008 07:18 (A review of Build Up)

"O lugar de sempre
A velha poesia
Em setenta e oito rotações
O tempo nublado
A minha voz chamando
Pelo seu sorriso
Que foi com o sol"



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